REDE
DE SOLIDARIEDADE PELA VIDA EM DEFESA DOS EXCLUÍDOS
FORMAÇÃO, INFORMAÇÃO, TROCA DE EXPERIÊNCIAS,
ORGANIZAÇÃO, MISSÃO.
“Vinde
a mim vós todos que estais cansados sob o peso do vosso fardo
e
eu vos darei descanso" (Mt 11,28).
1.
JUSTIFICATIVA - POR QUE ORGANIZAR UMA REDE DE SOLIDARIEDADE?
A lógica da economia neoliberal é de concentração e exclusão. Desta economia excludente deriva: empobrecimento, desemprego, narcotráfico, dependência química, criminalidade, violência infanto juvenil, violência doméstica, desestruturação familiar, população de rua, desumanização do ser humano.Existem muitas comunidades com diversas tipos de carências e desafios, sem nenhuma resposta.
O cristão não pode permanecer indiferente aquele que sofre, pois a razão do “ser cristão” é o compromisso com o pobre.
Por outro lado existem:
A Rede deve ajudar a integrar, potencializar e multiplicar os serviços a fim de atender as necessidades das comunidades. O Fórum da Rede se constitui no espaço de aprofundamento e de intercâmbio das práticas. É uma metodologia para fazer a multiplicação dos trabalhos sem multiplicar os encontros.
A comunicação e o “fórum” serão estratégias básicas da nossa ação.
- Pessoas querendo respostas para as carências da comunidade e não sabe o que e como fazer;
- Pessoas trabalhando sozinhas e se sentindo incapazes de responder aos desafios que se apresentam;
- Entidades, grupos e ações sociais que não atingem satisfatoriamente seus objetivos;
- As políticas públicas e os serviços estão desarticuladas gerando uma prática social fragmentada;
A
Rede de Solidariedade deve responder a necessidades locais pela integração de
recursos humanos e materiais, empoderando as pessoas, resgatando a dignidade,
construindo a cidadania, promovendo a vida.
Precisamos pensar e agir de uma forma mais ampla. Precisamos ter uma ação local com visão global.
Precisamos pensar e agir de uma forma mais ampla. Precisamos ter uma ação local com visão global.
Sem
tirar o específico dos grupos e entidades, precisamos acompanhar as reflexões
que as entidades, conselhos e fóruns estão fazendo a nível local, regional,
estadual e nacional, em vista da conquista e garantia de direitos para os
excluídos da sociedade.
A Rede deve ajudar a integrar, potencializar e multiplicar os serviços a fim de atender as necessidades das comunidades. O Fórum da Rede se constitui no espaço de aprofundamento e de intercâmbio das práticas. É uma metodologia para fazer a multiplicação dos trabalhos sem multiplicar os encontros.
A comunicação e o “fórum” serão estratégias básicas da nossa ação.
VANTAGENS
DE SE ORGANIZAR EM REDE:
- Animar e fortalecer a dimensão sócio transformadora da Igreja e da Sociedade;
- Articular, integrar, fortalecer e multiplicar ações em defesa da vida junto a grupos e comunidades carentes;
- Buscar informações, experiências e parcerias para atender as necessidades das comunidades;
- Integrar e articular as práticas comunitárias com as políticas públicas a nível municipal, estadual e federal;
- Integrar as carências com os recursos existentes (eclesiais, públicos ou sociais) e com as políticas públicas;
- Capacitação conjunta dos agentes comunitários;
- Avaliar e fortalecer o papel das entidades;
- Multiplicar alternativas de autodesenvolvimento;
- Espaço de debate para aprofundamento, revisão e fortalecimento das ações.
- Elaboração de ações conjuntas para enfrentar desafios;
- Ser presença evangélica junto: aos pobres – solidariedade; à Igreja – acordar; à sociedade – testemunhar os valores do Reino; aos poderes públicos – pressionar.
- Contribuir para a organização e mobilização das comunidades carentes na reivindicação de seus direitos;
- Fortalecer o compromisso social dos cristãos;
- Compreensão dos desafios e das novas exigências para a eficácia da ação, hoje. Rever e redimensionar a nossa prática visando ampliar o exercício da cidadania e o resgate de direitos;
- Ter um espaço comum de debate, de formação, de formulação de políticas de intervenção social, a partir dos excluídos;
- Conectar as práticas e reformular as estratégias de intervenção na sociedade;
- Despertar as comunidades empobrecidas para a preservação e o resgate da vida, através de um processo de organizações que supere as necessidades, passo a passo, numa dialética: Ação + Reflexão + Ação.
AÇÕES QUE PODEM SER DESENVOLVIDAS PELA
REDE:
- Formar uma rede de lideranças, entidades, grupos, movimentos e pastorais para troca de experiências, integração, formação e multiplicação dos serviços a fim de atender as necessidades do povo nas bases;
- Multiplicar as lideranças e os trabalhos nas bases;
- Estudar os documentos: Conferência de Aparecida; Diretrizes da CNBB; Alegria do Evangelho; Laudato Si e Diretrizes Gerais da CNBB 1995-1998 (a participação na sociedade pelo bem dos pobres como conseqüência da Missão);
- Mobilizar e orientar grupos e comunidades para participação nos Conselhos Municipais, na Câmara Legislativa, nos colegiados escolares;
- Articular os trabalhos sociais com as políticas públicas visando garantir a eficácia na conquista de direitos;
- Promover a formação político-econômico-bíblico-pastoral e teológica para a missão hoje, através de seminários, estudos em grupos, indicações bibliográfica, sites, subsídios;
- Desenvolver uma mística bíblico-libertadora para o compromisso sócio transformador das comunidades;
- Promover a formação de lideranças visando responder, de modo mais eficaz, aos desafios da realidade;
- Elaborar subsídios visando dar suporte as pastorais e serviços comunitários;
- Ver o que existe de desafios, ver o que existe de respostas e canalizar recursos com carências.
- Priorizar comunidades e grupos em alta vulnerabilidade para ações de intervenção social;
- Assumir o Mundo do Trabalho como prioridade pastoral e como eixo condutor de todas as ações pastorais e político-sociais;
- Ter uma equipe executiva para refletir, animar e encaminhar os trabalhos;
- Organizar uma Central Missionária para atuar junto aos desafios sociais;
- Apoiar pessoas que queiram atuar junto a grupos ou comunidades em situação de vulnerabilidade social;
- Acompanhamento à comunidades com alta vulnerabilidade social para descoberta de lideranças e implementação de ações locais;
- Organizar um grupo de Estudos Sócio Político em parcerias com as universidades e entidades afins para ajudar nos diagnósticos e implantações de projetos e pastorais sociais;
- Assessoria técnica e jurídica na elaboração, monitoramento e avaliação de projetos sociais.
- Coordenação de Fóruns, seminários e eventos de integração e capacitação para os serviços sociais;
- Manter um blog atualizado com divulgação dos serviços públicos, eclesiais e sociais, troca de experiências, ofertas de formação (bíblica, teológica, pastoral, missionária);
- Promover seminários, semana social brasileira, feiras ou encontros das pastorais sociais para integração, fortalecimento e multiplicação dos trabalhos nas bases;
- Captação de recursos e criação de um fundo social para subsidiar a formação de agentes, participação em cursos/congressos, implantação de pastorais e serviços sociais, considerando o acúmulo de experiências de outros municípios e Estados;
- Elaborar o MAPA DA Exclusão e da Solidariedade;
- Elaboração e manutenção atualizada do Banco de Dados das atividades político-sociais
- Ser presença evangélica na sociedade:
- Junto aos pobres - Solidariedade
- Junto a Igreja - Acordar;
- Junto aos poderes públicos - Pressionar.
FORMAÇÃO
- Fundamentação político-econômico-social-Bíblico-teológico-pastoral.
- O Projeto Bíblico e o Projeto de Jesus Cristo;
- Análise de estrutura e conjuntura;
- Políticas Públicas e organizações sociais;
- Perspectivas e Metodologia popular;
- Mística contemplativa e libertadora.
DIAGNÓSTICO E FORMAÇÃO PASTORAL
- Mapear a realidade econômica, social, política e ideológica da região (área geográfica, população, infraestrutura, ruas, iluminação, água, asfalto, saneamento básico, empregos, escolas, cursos técnicos, universidades);
- Mapear todas as forças ideológicas da região (Igrejas, escolas, lideranças, entidades, grupos sociais);
- Mapear todos os recursos humanos e materiais existentes;
- Mapear todos os problemas sociais das comunidades/região;
- Analisar as causas dos problemas sociais, buscar parcerias e elaborar estratégias de intervenção social.
- Desenvolver uma mística e metodologia libertadora;
- Promover adequada capacitação de agentes visando garantir a eficácia em ações sócio transformadoras.
METODOLOGIA:
VER – ANALISAR- APONTAR SAÍDAS – ARTICULAR-SE - AGIR EM REDE.
VER – ANALISAR- APONTAR SAÍDAS – ARTICULAR-SE - AGIR EM REDE.
- Partir dos problemas: fazer um levantamento profundo da realidade com ajuda da comunidade e de profissionais.
- Buscar as causas: aprofundar, com a ajuda de profissionais, as causas que geram tais problemas
- Capacitação conjunta dos agentes comunitários;
- Avaliar e fortalecer o papel das entidades;
- Multiplicar alternativas de autodesenvolvimento;
- Espaço de debate para aprofundamento, revisão e fortalecimento das ações.
- Elaboração de ações conjuntas para enfrentar desafios;
- Ser presença evangélica junto: aos pobres – solidariedade; à Igreja – acordar; à sociedade – testemunhar os valores do Reino; aos poderes públicos – pressionar.
- Contribuir para a organização e mobilização das comunidades carentes na reivindicação de seus direitos;
- Fortalecer o compromisso social dos cristãos;
- Compreensão dos desafios e das novas exigências para a eficácia da ação, hoje. Rever e redimensionar a nossa prática visando ampliar o exercício da cidadania e o resgate de direitos;
- Ter um espaço comum de debate, de formação, de formulação de políticas de intervenção social, a partir dos excluídos;
- Conectar as práticas e reformular as estratégias de intervenção na sociedade;
- Despertar as comunidades empobrecidas para a preservação e o resgate da vida, através de um processo de organizações que supere as necessidades, passo a passo, numa dialética: Ação + Reflexão + Ação.
- Apontar saídas para erradicar as causas dos problemas: desqualificação profissional, desemprego, falta de moradia, falta de saúde, falta de políticas públicas nas periferias, fome, abandono da terceira idade, população de rua, alienação política e outros
- Incentivas e apoiar movimentos de Geração de Trabalho e Renda, Movimento da Moradia; Universidade Mútua, Fé e Cidadania; Conselhos Populares; Pastoral / Movimento da Terceira Idade; Leitura Popular da Bíblia – CEBI; Segurança Alimentar; Movimento pela ética na política.
- Articular-se com pastorais, movimentos, ONGs em nível local, micro-regional, regional, nacional, continental e mundial.
- Agir em REDE a fim de potencializar e garantir a eficácia da ação.
CENTRO DE APOIO AO TRABALHADOR
- Lugar de acolhimento;
- Cadastramento por área de cursos;
- Encaminhamento para os cursos que já existem;
- Buscar os cursos que faltam: pedreiro, marceneiro,
carpinteiro, langerie, costura, cozinha.
- Buscar entidades para financiar projetos.
- Mapear as entidades profissionalizantes com suas respectivas
infra-estruturas;
- Chamar as empresas para apoiar projetos profissionalizantes.
- Trabalhar em conjunto com as iniciativas de apoio ao
trabalhador
- Fazer um Banco de Dados de todas as entidades profissionalizantes e dos cursos administrados por cada uma delas (SENAI, SENAC, SESI, SENAR, Fundação Nhazinha Cintra, CEPRO HUMANO, Casa de Guadalupe, Alan Kardec, AMMA, GRAMA, AAAP, Ação Benedito e outros).
- Ver cursos dados pela SEDESE
PROPOSTAS DOS FÓRUNS
DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA – ITAJUBÁ E REGIÃO
DE ECONOMIA POPULAR SOLIDÁRIA – ITAJUBÁ E REGIÃO
- Fazer um diagnóstico das possibilidades de nossa região, identificando as fontes de geração de renda;
- Promover a articulação das entidades, ONGs, cooperativas populares e grupos empreendedores já existentes;
- Investir na criação de associações e cooperativas populares de produtos e serviços urbanos e rurais;
- Investir na agricultura e produção familiar com marca própria para comercialização;
- Apoiar as feiras livres de economia solidária;
- Promover a multiplicação dos Fóruns de solidariedade e ação política;
- Promover parcerias com as universidades e poderes públicos;
- Capacitação profissional (recursos humanos, materiais, financeiros);
- Investir em grupos de Geração de Renda com Economia Solidária;
- Investir em cooperativas; Empreendedorismo; Cooperativismo;
- Produção + Industrialização + Comercialização;
- Rede de apoios;
- Rede de Compradores;
- Rede de Comercialização;
- Feiras;
- Marcas que aglutinam diversos produtos e serviços;
- Implantar um núcleo de trabalho, na nossa região, com a filosofia, a metodologia e a espiritualidade da Cáritas.
AÇÕES PARA GARANTIA DE
SEGURANÇA ALIMENTAR
O QUE PODEMOS FAZER PARA GARANTIR UMA SEGURANÇA ALIMENTAR NUTRICIONAL SUSTENTÁVEL EM NOSSA REGIÃO:
- Desenvolver hortas comunitárias nos bairros, dando preferência para as comunidades mais carentes,
- Implantar hortas comunitárias nas escolas e promover a educação alimentar das crianças e jovens;
- Ter criatividade e diversificação na produção e consumo dos alimentos;
- Trabalhar em parcerias: comunidades, entidades e órgãos públicos;
- Promover um seminário específico sobre agricultura urbana com apoio do poder público municipal;
- Promover cursos sobre aproveitamento de alimentos;
- Capacitar lideranças, associações, entidades e comunidades sobre as leis e os programas de Segurança Alimentar, Nutricional sustentável;
- Criar programas de segurança alimentar em parcerias com entidades afins e com os órgãos públicos;
- Criar o Conselho Municipal de Segurança Alimentar Nutricional Sustentável articulando as diversas iniciativas da Sociedade Civil com o poder público local para a construção de ações e políticas públicas em SANS.
- Buscar a isenção do IPTU para proprietários de terrenos com hortas comunitárias implantadas;
- Organizar um Centro de Referência Alimentar na região com valorização dos produtos orgânicos;
- Garantir a Segurança Alimentar Nutricional Sustentável á população em situação de vulnerabilidade;
- Elaborar Projetos para desenvolver a Segurança Alimentar;
- Promover a educação das comunidades para uma alimentação adequada e sustentável, valorizando a produção e o consumo dos produtos orgânicos.
NATUREZA DA REDE
A
Rede é cristã, ecumênica, suprapartidária, sem fins lucrativos e tem por
objetivo promover a articulação dos movimentos e pastorais comprometidos com os
mais excluídos de nossa sociedade visando o empoderamento, o protagonismo, o exercício
da cidadania e o resgate da dignidade
humana.
DINÂMICA DA REDE:
- Animar, convocar, capacitar, integrar, multiplicar e potencializar;
- Fóruns, feiras, Banco de Dados, Rede On-line, contatos pessoais.
- Convergência – interação - irradiação
- Autonomia, interdependência, pontos comuns.
Participantes: Entidades civis, Igrejas, sindicatos, partidos, associações de
bairro, secretarias públicas, conselhos, movimentos populares etc.
Público
alvo: Obras paroquiais, equipes pastorais, lideranças cristãs,
lideranças de grupos populares, associações de bairros, sindicatos, secretarias
públicas, partidos etc.
Bandeiras: Organização para o trabalho; a organização dos trabalhadores;
terra, saúde, formação bíblica, formação política, organização da juventude,
terceira idade etc.
MÍSTICA DA REDE
Manter a mobilização. Construir a solidariedade. Manter viva e ativa a esperança na vida e na luta. Desenvolver uma criatividade surpreendente. Apostar no coletivo. Unir todas as forças e romper com a visão fragmentada da realidade. Buscar e acreditar nas razões de nossa esperança. Reforçar a nossa mística. Aprofundar o nosso relacionamento. Co-sentir com o povo. Saber o que o povo passa de fato. Estamos com o povo mais não sentimos o que o povo sente, passa. Ter compreensão humana, solidária para resgatar os companheiros na luta. Muitos se cansam e param. É preciso solidariedade entre as pessoas e aprofundamento da nossa mística.
Despertar as comunidades empobrecidas para a preservação e o resgate da vida através de um processo de organização que supere as necessidades, passo a passo, numa dialética: ação – reflexão – ação.
O único caminho é o da convivência com as comunidades ou categorias empobrecidas, ajudando para que o povo supere a ideologia do auto desprezo, resgate a autoestima, se aproprie dos seus saberes e fazeres e se assumam como sujeito da história.
Quem elabora um projeto constrói esperanças. Quem coordena projetos, soluciona problemas. A comunidade deve participar na elaboração do projeto. Isto ajuda ela acordar-se. O projeto é a nível de execução.
Ser uma presença profética na sociedade. Os profetas são homens e mulheres que se colocam junto ao povo para denunciar as injustiças, anunciar o Projeto de Deus e transformar a realidade. Em cada tempo e lugar Deus suscita profetas para que, em seu nome, tornem presente o seu amor e defendam a vida dos mais fracos. É preciso recobrarmos o vigor do Espírito e construirmos com os empobrecidos de nossa história, a hora da braça: um novo kairós.
"Tive fome e me deste de comer.
tive sede e me deste de beber."
(Mt 25,35)