CELEBRAÇÃO
DE NATAL
Animador:
A graça de nosso Senhor Jesus Cristo que vem
a nós, o amor do Pai que O envia, e a comunhão de Espírito Santo estejam sempre
conosco.
A oração é uma experiência de intimidade.
Intimidade que nos aproxima de Jesus. Intimidade que é deixarmo-nos amar por
Deus.
A oração não nos fecha em nós mesmos. A
oração aproxima-nos dos outros e das suas necessidades. A oração ajuda-nos a
perceber qual é o nosso lugar na transformação deste mundo e no serviço aos
outros.
Oração
Senhor, ajuda-me
a fazer silêncio!
Quero
escutar a Tua voz,
Pega na
minha mão,
Quero-me
encontrar a sós contigo, só Tu e eu.
Faz-me falta
caminharmos juntos,
Calar-me
para que Tu fales.
Ponho-me nas
Tuas mãos,
Quero
surpreender-me com o novo que me pedes.
Senhor, ensina-me
a rezar,
A esperar
com paciência, em silêncio,
A Tua
palavra, a Tua presença.
MANTRA: JESUS,
JESUS https://www.youtube.com/watch?v=uzcTYosZxQw
LEITURA DO
EVANGELHO DE S. JOÃO (João 1, 1-18)
Momento de Silêncio
e contemplação da palavra de Deus
Leitura
compartilhada
Estou à porta do teu coração e te chamo. Mesmo
que não escutes, mesmo que duvides que seja Eu, Eu, continuo a te chamar.
Sei o que existe no teu coração, conheço a
tua solidão e todas as tuas feridas, as tuas rejeições e humilhações. Conheço a
tua necessidade de amor. Tudo o que procuraste fora de mim só te deixou ainda
mais vazio. Não te prendas às coisas deste mundo. Não te afastes de mim.
Tenho sede de ti. Tenho sede de amar-te e
sede de que tu me ames. Vem a mim. Eu sararei as tuas feridas e encherei o teu
coração com um amor infinito. Confie em
mim.
Quando abrires o teu coração e te aproximares
de mim, então eu me revelarei a ti. Amo-te por ti mesmo. Vem a mim com os teus
problemas e necessidades, e com todo o teu desejo de ser amado. Estou à porta
do teu coração e chamo-te… abre-me, porque tenho sede de ti…
Refrão: Eu
estou à porta e chamo, diz o Senhor. Se alguém ouvir a minha voz, e me abrir à
porta, Entrarei em sua casa, e cearei com ele. (Apocalípse, 3,20).
MANTRA: LUZ
DO SENHOR. https://www.youtube.com/watch?v=eK8iGnXsuL8
NATAL – DEUS ASSUME A REALIDADE
DOS POBRES
“O povo que
andava em trevas viu uma grande luz, uma luz raiou para os que habitavam uma
terra sombria como a da morte”. (Isaías 9,1)
Na plenitude
dos tempos, “Deus chegou junto” à humanidade para re-explicar, revelar ao povo
o seu eterno plano de amor. A “Encarnação”
é o modo de agir de Deus. Toda a vida de Jesus será em defesa dos pobres. E por
esta causa ele vai até morte na cruz.
Deus
se re-explica à humanidade através da vida e da prática de Jesus. Jesus se
insere na realidade dos mais pobres e se compromete com eles como destinatários
do amor do Pai, chave para a compreensão da história e caminho para a salvação
do mundo.
A criança pobre, marginalizada, é o
sinal vivo da presença permanente de Deus nos mais frágeis e pequeninos. Tudo o
que os pastores encontram é uma família paupérrima de migrantes sem teto que
acalentam seu filho recém-nascido em uma estrebaria. É preciso crer: no meio da
noite escura, o céu pode se encher de luz.
É preciso reconhecer na criança a margem da sociedade, a luz do amor divino.
A
espiritualidade só tem sentido quando alimenta ações concretas que promovem a
libertação dos excluídos. Nós atualizamos em nosso ser a misericórdia de Deus pelos
empobrecidos, quando assumimos a causa dos pobres, a exemplo de Jesus. O
Cristão faz uma opção pelos pobres e organiza sua intervenção política na
promoção da justiça, antecipando a chegada do Reino de Deus.
Nós temos a missão de pastorear a vida
e construir a paz. Deus nos convoca para o amor, na construção da justiça e da
paz. Convoca-nos para a construção da
verdadeira Fraternidade Humana, universal e ecológica. Em Jesus, Deus vem ao
nosso encontro para nos levar à plenitude da vida.
Celebrar
o “Natal” é avaliar a nossa encarnação na realidade dos pobres e na defesa da
vida. É avaliar o nosso crescimento como cristãos na construção da justiça e na
santificação do mundo, até que Deus, com seu infinito amor, seja tudo em todos.
A
salvação não vem dos poderosos. Vem dos
pobres, organizados, para conquistar vida, dignidade e continuar construindo o
sonho de Jesus: Fazer com que todas as pessoas tenham vida em plenitude.
É
preciso crer: no meio da noite escura, a vida pode se encher de luz. A tristeza
pode dar lugar à alegria.
Oração:
Jesus Mestre, que eu pense com a tua inteligência e com a
tua sabedoria.
Que eu ame com o teu
Coração. Que eu veja sempre com os teus olhos.
Que eu fale com a tua língua. Que eu ouça somente com teus ouvidos.
Que eu saboreie aquilo que tu gostas. Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés sigam os teus passos.
Que eu saboreie aquilo que tu gostas. Que as minhas mãos sejam as tuas.
Que os meus pés sigam os teus passos.
Por detrás da escuridão
Mais que sol brilha Jesus Cristo
Dentro do meu coração.
Deus vos salve noite linda
De estrelas e de luz!
Há na terra um canto novo
Nasce o menino Jesus!
Não se assustem os pequeninos
Senhor Deus mandou dizer
Que seu filho Jesus Cristo!
Pobrezinho quis nascer
Bendita sejas, Maria
Pelo teu imenso amor!
Esmagaste a serpente
Santa mãe do Salvador!
Meu São José carpinteiro,
Operário, lavrador,
hoje tu és tão bendito,
Criaste quem te gerou.
Bate palmas minha gente,
cantem os pobres com ardor,
Cante o céu e cante a terra,
viva o Menino Senhor.
“Jesus tomou o pão e, tendo pronunciado a benção, partiu-o e entregou-lhes, dizendo: ‘Tomai, isto é o meu corpo” (Mc 14,22)
A reflexão bíblica é elaborada por Adroaldo Palaoro, sacerdote jesuíta, comentando os leituras bíblicas da Festa de Corpus Cristi - Ciclo B (03/06/2018). O evangelho é segundo Marcos 14,12-16.22-26.
Na celebração da festa de Corpus Christi, corremos o risco de honrar o Corpo de Jesus, mas desprezar o corpo humano, “a carne de Cristo”.
Participamos, com muita fé, dedicação e respeito, das celebrações do “Corpo de Cristo”, mas pode ser que, às vezes, façamos uma profunda cisão ou ruptura entre o que celebramos e a realidade que nos cerca, ou seja, o encontro com os “corpos desfigurados”: explorados, manipulados, usados, escravizados, destruídos... Pode ser que tenhamos um profundo amor e respeito pelo “Corpo de Cristo vivo e presente na Eucaristia”, e não O vejamos nos “corpos” que estão aqui, ali, lá, por todos os lados. “Não nos devemos envergonhar, não devemos ter medo, não devemos sentir repugnância detocar a carne de Cristo” (Papa Francisco)
É esse o sentido que a festa de “Corpus Christi” nos revela, ou seja, a festa do Corpo Histórico e Humano de Jesus, corpo prazeroso e sofredor, amado por muitos e muitas, rejeitado, crucificado, morto e ressuscitado. Esta é também a festa do grande Corpo de Cristo que é a Humanidade inteira. Corpo real de Cristo são especialmente todos os que sofrem com Ele no mundo, os enfermos e famintos, os rejeitados e encarcerados, os pobres e excluídos... Eles são a humanidade ferida no Corpo do Filho de Deus.
Corpo de Cristo é também o universo inteiro, criado por Deus para que nele se encarnasse e habitasse seu Filho. Assim Jesus, na Ceia, ao tomar o pão e o vinho em suas mãos, abraça os bilhões de anos de evolução e chama-os de seu Corpo e de seu Sangue. Cada cristão, ao fazer “memória” do Corpo de Jesus, entra em comunhão com todas as energias da Criação.
Corpo de Cristo que continua sendo o Pão, fruto da terra e do trabalho dos homens e mulheres, todo pão que alimenta e é compartilhado, em fraternidade, a serviço dos que tem fome.
“Corpus Christi” também nos motiva a perguntar: Como viveu Jesus, em sua corporalidade, a relação com o Pai, com os outros e com a natureza? E como nós somos convidados a viver nossa corporalidade?
Jesus não compactuou com a visão dualista do ser humano (corpo e alma). Para Ele, tudo era sacramento, epifania de Deus, revelação do Reino, história de salvação...
Jesus escandalizou a muitos proclamando que o “puro” ou “impuro”, não está fora, em ritos e prescrições. Não são impuros os enfermos, as mulheres menstruadas, os leprosos, as prostitutas...; a “pureza” está no coração que nos permite um olhar límpido, não possessivo, egoísta, invejoso ou violento...
Jesus levou muito a sério a questão do corpo, o seu e o das pessoas que encontrou ao longo de sua vida. Cuidou do seu descanso e o daqueles que com Ele compartilhavam o mesmo caminho; deixou-se acariciar e ungir sua cabeça e seus pés com perfumes valiosíssimos por algumas mulheres, algumas delas mal-vistas pelos rótulos preconceituosos que os varões lhe impunham, agradecendo esse gesto fruto de um amor sem cálculos; curou corpos atrofiados pela doença e fragilizados pela exploração... Os Evangelhos nos situam Jesus no nível da corporalidade próxima: é Ele que sabe olhar, tocar, sustentar, acariciar...
Se fixarmos nossa atenção em Jesus na última Ceia, descobriremos que suas palavras (“isto é o meu corpo”) e seus gestos (partir e repartir o pão) constituem a essência afetiva e social (de amor e justiça) do cristianismo, a verdade central do Evangelho.
Eucaristia é “Corpo” e é corpo doado e partilhado, não pura intimidade de pensamento, nem desejo separado da vida. A Eucaristia é Corpo feito de amor expansivo e oblativo, que se expressa no trabalho da terra, na comunhão do pão e do vinho, no respeito mútuo frente o valor sagrado da vida, no meio do mundo, nas casas de todos... Não são necessários grandes templos e nem suntuosas procissões para celebrar a festo do Corpo de Deus; basta a vida que se faz doação e partilha, no amor, como Jesus fez.
Diante do Corpo de Cristo, nosso corpo se plenifica na comunhão com outros corpos, com Deus e com o corpo da natureza. Nosso humilde corpo é parte da Criação inteira e nosso bem-estar faz sorrir a natureza.
Aqui precisamos encontrar a justa proximidade para nos relacionar com o corpo e estabelecer um vínculo sadio com ele. Afinal, nossas maneiras de nos relacionar estão configuradas por ele. Não há experiência de amor, e por isso não há experiência de Deus e dos outros, que não ocorra em nosso corpo.
O nosso corpo nos pede espaço, tempo, atenção, alimento e, sobretudo, nos pede descanso e bem-estar, inspiração e contemplação... O corpo não é só a unidade de nossos membros, mas a presença de nossa pessoa; por ele estamos e somos.
O corpo é o companheiro inseparável de nosso caminho. É preciso senti-lo, percebê-lo, escutá-lo. Mas é preciso ir mais longe: podemos afirmar que o corpo se transforma em caixa de ressonância da “voz de Deus” que nos previne contra caminhos equivocados e nos orienta para uma vida natural e plena.
O corpo é “lugar” teológico, lugar da manifestação de Deus; neste sentido é morada do divino, habitação do Espírito, enquanto participa, pensa, sente, deseja, decide...
Quem não escuta nem percebe seu corpo não pode compreender o sentido da vida, do amor, das relações... pois cairá no narcisismo de seu próprio ego.
Não é possível viver feliz sem relações amistosas e próximas com o corpo, para poder entendê-lo e expressar-se adequadamente com ele. Para conhecer-se é necessário acolher o corpo, querer o corpo, observar o corpo, olhar para dentro do próprio corpo, com atitude reverente.
Minha própria casa é meu corpo; o templo onde Deus se revela a mim. Só eu posso habitar e possuir meu corpo. Eu me identifico com meu corpo, sem o qual não posso viver. Deus, com seu Espírito, anima meu corpo; mas não pode habitar em mim a graça de Deus sem a colaboração e a abertura de meu corpo.
Nosso corpo constitui nossa presença no mundo; a acolhida do próprio corpo nos projeta para uma relação sadia com o corpo do outro; é o cuidado do corpo do outro que determina nossa relação com Deus (Mt. 25,31-46). O corpo do ferido, do faminto, do preso... tornam-se “territórios sagrados” onde crescemos e nos humanizamos; são os “lugares” nos quais Deus revela seu rosto compassivo.
O corpo é um documento histórico: há corpo burguês e corpo proletário, corpo de cidade e corpo de roça; há corpos explorados e corpos que são só força de trabalho; corpos que são modelos anatômicos; os “corpos empobrecidos” gritam a Deus por justiça, por alimento, por saúde e por novas relações entre os humanos e o cosmos, gritam a Deus por viver.
O corpo desrespeitado, expropriado e dominado de muitas pessoas, clama a liberdade, a paz, a vida.
O corpo é lugar de êxtase e de opressão, de amor e de ódio, lugar do Reino, lugar de ressurreição.
O corpo é espaço de salvação, de justiça, de solidariedade, de acolhida, é lugar da experiência de Deus, da celebração, da festa, da entrega... Celebrar “Corpus Christi” é “cristificar” nossos corpos.
Corpo de Cristo
Olhos inquietos por verem tudo. Ouvidos atentos aos lamentos, aos gritos, aos chamados.
Língua disposta a falar verdade, paixão, justiça…
Cabeça que pensa, para encontrar respostas e adivinhar caminhos, para romper noites com brilhos novos.
Mãos gastas de tanto servir, de tanto abraçar, de tanto acolher, de tanto repartir pão, promessa e lar.
Entranhas de misericordiosas para chorar as vidas golpeadas e celebrar as alegrias.
Os pés em marcha em direção a terras abertas e a lugares de encontro.
Cicatrizes que falam de lutas, de feridas, de entregas, de amor, de ressurreição.
Corpo de Cristo… Corpo nosso. (José María Olaizola, SJ)
“Tomai, Senhor, e recebei”, toda minha corporalidade, com suas pulsões, seus limites e sua energia profunda. Que não fique nada em mim onde Tu não entres. Nenhum quarto escuro nem fechado que não seja invadido por Ti”.
http://www.ihu.unisinos.br/42-noticias/comentario-do-evangelho/579457-corpus-cristi-comunhao-com-cristo-comunhao-com-o-universoMEDITAR, O QUE É?
Toda pessoa nasce para a felicidade. Toda pessoa deseja ser
feliz. Então, por que sofremos?
Sofremos e somos infelizes devido a nossa incapacidade de
lidar com certas situações e de conseguir que nossos desejos se realizem. Esta incapacidade resulta da inabilidade que
temos para fazer uso total da nossa capacidade física, emocional, mental e
espiritual. Há autores que afirmam que nós usamos apenas 10% do nosso potencial
mental.
A prática regular e diária da meditação aumenta a nossa
saúde, inteligência, criatividade, melhora o nosso emocional e nos ajudar a
resolvermos os nossos problemas.
A prática da meditação traz imensos benefícios porque
atua beneficamente no sistema nervoso.
Meditar é: repousar, descontrair, relaxar, desintoxicar a
mente, escutar-se, encontrar-se. É ir aos poucos encontrando consigo mesmo, se
conhecendo e definindo o seu modo de ser e de existir neste mundo. É buscar a essência
do nosso ser.
Na meditação aprendemos a relaxar o nosso organismo, a acalmar o nosso ser, a nos sentir e nos conhecer. Na meditação
vamos encontrando conosco mesmo e tomando consciência de quem somos.
Quanto mais a pessoa medita, mais ela vai tomando
consciência do seu ser, se iluminando interiormente; acalmando o seu corpo, o
seu organismo, a sua mente, o seu espírito. Ela vai se tranqüilizando.
Na medida em que a pessoa entra num processo de meditação
e de relaxamento, ela faz um processo de regeneração; o seu organismo recupera as
energias e todo o seu ser vai melhorando: mente, corpo, emoções.
O ritmo acelerado da vida, a maneira agressiva de
vivermos perturbam a visão do eixo central de nossa vida, de nossas prioridades
e metas, provocam o enfraquecimento do nosso corpo, desestabiliza a nossa
mente, abala o nosso emocional e traz a desestabilização mental, a ansiedade, a
insegurança e o estresse.
São sintomas do estresse: cansaço habitual e constante,
insônia ou sonolência, ansiedade, medo, insegurança e angústia, incapacidade de
concentração, instabilidade emocional, agressividade, insatisfação, falta de
objetivos, tensão e dores musculares, predisposição freqüente a doenças devido
a inibição do sistema imunológico, respiração rápida e superficial, perda de
clareza mental, perda de abertura emocional tornando tensas as relações,
incapacidade de tomar decisões, ineficiência no trabalho, hiperexcitação ou
depressão, frustração, fome exagerada ou inapetência gerando obesidade ou
magreza, distúrbios digestivos, dores de estômago, diarréia, prisão de ventre,
aumento exagerado de apetite sexual ou desinteresse; abuso de álcool ou drogas.
Os efeitos terapêuticos da meditação foi objeto de
pesquisa de muitos cientistas médicos. Não existe um método único para meditar
e para obter os seus efeitos.
A meditação conduz a uma ampla melhora na saúde física,
mental, emocional, no comportamento e no desempenho da pessoa. Através da meditação a pessoa melhora o funcionamento da mente, do corpo, das emoções e reduz o processo de envelhecimento.
A meditação nos ajuda a assumir o controle do nosso
próprio bem estar físico, mental e emocional. Basta que você medite duas vezes
por dia, durante 20 a 30 minutos para desenvolver gradualmente, de forma automática e sem esforço, os
seguintes benefícios:
- Conectar-se com Deus;
- Encontrar a verdadeira vocação;
- Estimular a criatividade, inteligência e memória;
- Melhorar o fluxo sanguíneo no cérebro;
- Aumentar a motivação interna;
- Desenvolver uma mente mais criativa;
- Aumenta o próprio bem-estar e autoestima;
- Desenvolver a compaixão pelos outros;
- Elevar a espiritualidade;
- Aumentar a produção de hormônios saudáveis;
- Construir um sistema imunológico mais forte;
- Aumentar a produtividade no trabalho;
- Reduzir o estresse e a ansiedade;
- Diminuir a pressão arterial, insônia e depressão;
- Desenvolver um estado de desapego;
- Abandonar vícios;
- Curar traumas passados;
- Sentir se vontade em qualquer ambiente;
- Melhorar os relacionamentos e a vida social;
- Ter uma visão positiva da vida;
- Relaxar profundamente o corpo e a mente;
- Retardar a deterioração física e o processo de envelhecimento;
- Substituir sofrimento por compreensão;
- Entrar em profunda paz interior.
1. Escolha um lugar tranqüilo onde você não possa ser perturbado por ninguém.
2. Sente-se numa posição confortável, de descanso, com as costas retas e a cabeça ereta. A quietude é fundamental no processo de
meditação.
3. Feche os olhos.
4. Concentre-se no seu corpo. Sinta onde há cansaço.
Tente ver porque e relaxe.
5. Concentre-se na sua respiração.
6. Relaxe a mente. Solte as emoções; desamarre as tensões.
7. Faça uma ligeira revisão da sua vida (das suas metas traçadas) para recolocar o eixo de sua vida.
8. Se coloque na presença de Deus.
9. Abra o teu coração para o Senhor.
10. Deixe o Senhor te falar.
9. Abra o teu coração para o Senhor.
10. Deixe o Senhor te falar.
O QUE É MEDITAR:
Meditar é silenciar.
É fazer silencio exterior e interior.
É buscar a essência da nossa existência.
É fazer silencio exterior e interior.
É buscar a essência da nossa existência.
É buscar o face a face com o absoluto ( o ser maior –
Deus).
É transfigurar-se no encontro com o sagrado, o divino.
É experimentar em Deus, o mistério do nosso ser.
É amar a Deus em mim.
É deixar Deus me amar.
É experimentar em Deus, o mistério do nosso ser.
É amar a Deus em mim.
É deixar Deus me amar.
Meditar é silenciar, silenciar, silenciar para escutar,
escutar, escutar e sentir, sentir, sentir a presença amorosa, iluminadora e
desafiadora do Divino Amor que me habita.
Meditar é despertar a força amorosa de Deus que há dentro
de mim.
Meditar é deixar as distrações para traz e buscar a Graça
do Divino em nosso ser.
É libertar o mistério divino dentro de nós.
Meditar é disciplina e liberdade.
É comunhão silenciosa com Deus. É pacificar o nosso ser
no amor maior.
É mergulhar no criador, no santo, no santificador.
É superar as ilusões.
É tornar-se templo de Deus.
É centrar-se em si mesmo.
É caminhar para o eterno.
É simplicidade na unidade.
É dar espaço para você encontrar o seu centro.
É ressurreição. É plenitude.
É ser livre no amor. É amar!!!
Meditar é silencio, solidão, é medo, é combate, é
libertação, é vitoria, é contemplação.
Meditar é abrir-se para Deus. É render-se ao amor. É
experimentar o infinito. É descobrir o mistério de Cristo em nós.
É uma experiência profunda e vislumbrante que só faz quem
a ela se dedica e avança no seu caminho.
Meditar é chegar a tocar o intocável, o absoluto, o terno e
eterno amor.
É superar as contradições deste mundo.
É tocar o céu. É antecipar o gozo do paraíso.
É tocar o céu. É antecipar o gozo do paraíso.
É conhecer a santidade de Deus.
Meditar é saciar-se de Deus.
É ser aquecido e iluminado pelo espírito.
É ser robustecido pela graça.
É integrar-se no mistério do amor.
Meditar é amar a Deus e ser por Deus amado.
Meditar é... Meditar.
A experiência diária do silenciar e encontrar a harmonia
do universo dentro de nós traz um progressivo estado de saúde, fortalecimento
físico, harmonização emocional e fortalecimento espiritual. Portanto, o
silencio é uma fonte eficaz de saúde de
paz e felicidade. Através do silêncio conectamos o nosso eu com a fonte
superior: o criador, e nos sentimos mais fortes, felizes e capazes de seguir o
projeto do criador sobre nós.
Meditemos. Vivamos na cumplicidade do Amor.
Meditemos. Vivamos na cumplicidade do Amor.
CHAMADO AO DESERTO
- Os 2,16: Agora, sou eu que vou seduzi-la. Vou levá-la ao deserto e conquistar o seu coração.
- Os 2,21: Eu me casarei com você para sempre. Me casarei com você na justiça e no direito. No amor e na ternura. Eu me casarei com você na fidelidade e você conhecerá Jave.
O Deserto é o lugar da solidão e do despojamento, onde a pessoa vivencia, de modo radical, o amo de Deus e a misericórdia para com os irmãos. Através da história, o deserto mantém a sua importância fundamental para a espiritualidade bíblica e cristã.
Entramos na solidão do deserto para encontrar Jesus e estar com ele e só com ele. Com Jesus encontramos a nós mesmos/as; encontramos a nossa essência, o nosso eu, a minha natureza, quem eu estou sendo, quem eu quero ser. É somente lá, no mais profundo do nosso ser, com a iluminação divina, que poderemos nos encontrar; ou seja, que poderemos vislumbrar o sonho de Deus para a nossa existência. Somos um projeto maravilhoso de Deus. O deserto é um meio para um encontro vivificante com Deus e com a essência do nosso ser.
O deserto tem seus próprios valores. Traz em si o sinal da aridez, do despojamento para todos os sentidos, tanto para a vista como para os ouvidos. Traz em si o sinal da pobreza, da austeridade, da profunda simplicidade; o sinal da total incapacidade do ser humano, que nele descobre sua fraqueza, pois o ser humano no deserto, nada pode fazer para subsistir por si mesmo, sendo obrigado a só em Deus buscar força e socorro. É Deus que nos conduz ao deserto. Experienciar o deserto é uma tentativa de caminhar despojado, fraco, sem qualquer apoio humano, no jejum de todo alimento ao encontro de Deus. A oração no deserto é uma espera do alimento que Deus vai enviar, como fez com Elias e com os hebreus na sua caminhada exodal-pascal.
O que é muito importante na experiência do deserto é o despojamento total e espera pacífica e silenciosa de Deus. Essa espera passiva e orante se torna um grito de súplica lançado a Deus. Para ir ao deserto é preciso crer que Deus pode vir a nosso encontro na contemplação e, para saborear a graça de sua visita, é preciso desejá-la com alegria e confiança. É preciso a humildade do coração, a aceitação da austeridade e simplicidade dessa forma de encontro com Deus. É também na nudez do deserto que cairão as ilusões de tudo que entulha nosso coração. Só pode caminhar sozinho na experiência do deserto quem tiver o coração simples e pobre. O encontro contemplativo com Deus no deserto é a fonte de nossa fidelidade às exigências de uma vida contemplativa e missionária.
DESERTO: UMA ESPIRITUALIDADE LIBERTADORA
Entramos na solidão do deserto para encontrar Jesus e estar com ele e só com ele. Com Jesus encontramos nossa verdadeira natureza e jeito de ser e viver. É um verdadeiro encontro consigo mesmo que brota do encontro com quem unicamente pode nos fazer mudar para melhor. A verdadeira solidão mística nunca nos deixará longe de Deus, nem de nós mesmos, pois é um encontro vivificante com Deus, fonte de nossa vida e espiritualidade. Segundo Galilea desenvolve quatro pontos para compreender melhor a experiência contemplativa e agraciante do deserto (A graça da desolação: influência dos padres do deserto na espiritualidade contemporânea. Loyola, l988):
1º Tudo é relativo diante do absoluto que é Deus. No deserto estamos a sós diante de Deus e sua presença amorosa vem nos plenificar a dar sentido as nossas vidas. Não necessitamos de mais nada; despojamo-nos de todas as outras realidades. É um despojamento radical para podermos amar e buscar Deus com todo o coração. Só Deus basta! Ele á a rocha que sustenta a nossa vida tantas vezes ameaçada pelas nossas fragilidades. Assim, no deserto, todas as coisas são relativas e relativizadas.
2º Diante do Criador conhecemos na verdade quem somos. O deserto é lugar da autenticidade, da transparência e da verdade. A ambiguidade de nossas motivações e de nossa generosidade e gratuidade vêm à tona, e nos vemos tais quais somos, ou melhor, tais como Deus nos vê. O deserto é lugar de conversão e da purificação e pacificação do coração. Pois se em verdade buscamos a Deus, a tomada de consciência leva-nos a optar pela luz que o deserto nos revela e a despojar-nos das trevas dos nossos motivos e das nossas atitudes. Leva-nos a fazer calar as vozes enganosas que surgem dos ídolos da sociedade neoliberal, das ideologias, da riqueza e do bem estar, do prestígio e do poder, das compensações sutis do prazer. O deserto é caminho da libertação interior.
3º Recebemos um amor que transborda de nós. O deserto ensina-nos a amar verdadeiramente. O aprendizado do amor fraterno requer de nós uma atitude fraternal. A solidão dá lugar à compaixão e misericórdia porque nos faz morrer ao próximo. Uma das grandes expressões da libertação em nossa vida é a vivência do amor fraterno. Precisamos sair do egoísmo que nos afasta dos nossos irmãos e irmãs.
4º Pela batalha é que conseguimos a vitória. O deserto é lugar da tentação e da provação, da crise e também da sua superação. Toda vitória passa pela batalha. O sentido da ascese, da abnegação e da luta contra as paixões é de grande valia para nós que constantemente buscamos a Deus. Buscamos alcançar um amor maior a Deus e aos irmãos e irmãs.
DESERTO: EXPERIÊNCIA DO SACRAMENTO DO
MOMENTO PRESENTE
O momento presente é nosso espaço de vida espiritual. Esse é o lugar a partir do qual começamos a entrar, o mais plenamente que pudermos, no momento presente, descartando todas as coisas passadas e futuras que possam fazer que a nossa atenção perca seu foco exclusivo em Deus. Esse é o único lugar da mãe terra em que o tempo pode tocar a eternidade. Para santificar esse lugar e consagrá-lo a Deus, os padres do deserto fizeram um tempo prolongado de reconciliação com Deus, e nele, com seus irmãos e irmãs. Tornou-se momento de purificação e pacificação pessoal, para que nossas culpas passadas não nos perturbassem. O momento presente é sacramento, pois se trata do único momento que o tempo toca a eternidade.A oração é a oferta que faz dele um lugar sagrado, em que o humano e o divino encontram-se, formando uma unidade.
Deserto é o momento em que nos colocamos livres para algo da maior importância em nossa vida, que é amar e vivenciar ser amado. Jesus também quis, mais do que tudo, receber e vivenciar o amor do Pai. Quis também retribuir e partilhar com outras pessoas o que recebera. Isso implicar em estruturar sua vida de modo que pudesse ter constante acesso ao amor que partilharia com seus irmãos e irmãs. Jesus ia ao templo e à sinagoga com seus discípulos. Passava momentos pessoais de solidão contemplativa. Ele soube descobrir e usufruir o momento presente, buscando um espaço de vida espiritual. Ele orientava seus discípulos a evitar fazer a oração de modo ostentatório pela qual muitos escribas e fariseus rezavam em público, a fim de atrair a atenção para si. Por isso, o deserto é uma graça – estar a sós com Mestre!
É bom ter um pequeno espaço de vida espiritual, uma capelinha nos fundos da casa, para podermos nos retirar ao nosso deserto, e ali encontrar a liberdade interior para receber e vivenciar o mesmo amor que inspirou Jesus e transformou tudo aquilo que ele fez.
COM JESUS NO DESERTO
Ir. Carlos de Foucauld deu uma ênfase à vida de fraternidade solidária entre os pobres. O segredo de um comprometimento missionário passa pelas nossas experiências de deserto, isto é, nossa contemplação nos vários espaços de vida, onde estamos diante do Mestre do nosso caminhar. A oração meditada e contemplada da Palavra de Deus, na qual aprendemos ser e viver como discípulos e discípulas amados a maneira de Jesus ser e viver. Com Jesus identificamos as raízes da nossa missão e fazemos o discernimento necessário para fazer sempre a vontade do Pai.
Para os irmãozinhos de Carlos de Foucauld, o chamado para ir com Jesus ao deserto, faz parte de seu chamado a uma missão de oração, contemplação e adoração. É o mesmo Espírito de Jesus de Nazaré que chama o irmãozinho a descer para o espaço missionário dos pobres e subir à montanha para estar com Deus, fonte de toda missão e contemplação.
Saibamos voltar para Jesus; saibamos voltar ao essencial; saibamos voltar para o radical. Saibamos descobrir em Jesus o caminho do discipulado missionário.
Aprendamos a fazer a encarnação do nosso ser na pessoa de Jesus, para nos tornarmos amantes do Senhor, amantes de nós mesmos/as, amantes dos filhos de Deus, sendo um dom de Deus, de maneira original.
CONCLUSÃO
1. Escute, com doçura de coração, o que o Senhor te revela;
2. Anote as revelações do Senhor para você;
3. Faça a renovação da sua aliança de amor com Jesus.
ESPIRITUALIDADE PARA OS VISITADORES
Saibamos voltar para Jesus; saibamos voltar ao essencial; saibamos voltar para o radical. Saibamos descobrir em Jesus o caminho do discipulado missionário.
Aprendamos a fazer a encarnação do nosso ser na pessoa de Jesus, para nos tornarmos amantes do Senhor, amantes de nós mesmos/as, amantes dos filhos de Deus, sendo um dom de Deus, de maneira original.
CONCLUSÃO
1. Escute, com doçura de coração, o que o Senhor te revela;
2. Anote as revelações do Senhor para você;
3. Faça a renovação da sua aliança de amor com Jesus.
A
Igreja nasce da missão de Evangelizar: “Ide, portanto, e fazer que todas as
nações se tornem discípulos, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do
Espírito Santo e ensinando a observar tudo quanto vos ordenei. E eis que
estarei convosco todos os dias, até a consumação dos séculos!” (Mt 28,19 e 20).
A Igreja é,
por sua natureza, missionária. Ela nasce da missão do Filho e do Espírito
Santo, segundo o desígnio de Deus Pai. Deus nos chama gratuitamente a
participar da sua vida e da sua glória.
Evangelizar é
missão de toda Igreja (de toda comunidade eclesial) e não apenas de grupos ou
pessoas.
A marca do
missionário é a sua profunda paixão por Jesus Cristo e pelo Projeto de Jesus
Cristo. Missionários são pessoas que experimentaram
o amor de Jesus e assumiram a pessoa de Jesus, sua prática e seu projeto.
A
graça de todas as pessoas é encontrar o Cristo Vivo.
Nossa missão é
possibilitar com que toda pessoa: homem e mulher, faça uma experiência pessoal
do amor de Deus, que se revela na pessoa e na prática de Jesus.
Só conhece Deus por experiência
pessoal – experimentada na carne.
Deus é afeto, carinho: Deus é
amor; é a fonte do amor; é amor fontal.
A experiência
do amor gratuito de Deus dá sentido a existência humana e provoca a pensar ou a
repensar a ação.
A pessoa
humana é habitada pelo desejo de entrar em comunhão com o sagrado e de ser
possuída pelo mistério da Alteridade Divina(Outro-Deus).
No centro de uma vivência mística
está não eu, mas o outro (Deus). O caminho vai sendo traçado por Deus, que é
por mim experimentado, saboreado, amado. Provai e Vede quão bom é o Senhor
(Salmo).
Deus afeta o
humano e o faz reinventar a relação a
cada passo.
A relação com Deus é uma relação
de gratuidade, de escuta, de afeto, de desejo.
A pessoa é seduzida por Deus, deseja Deus e é alterada pelo experiência
do Divino. Cristificada, divinizada pelo Espírito Santo, faz Jesus acontecer de
novo para os homens.
Santo é aquele
que é conduzido por Deus. Que vive o primado de Deus em sua vida. É um
apaixonado loucamente por Deus. Deus
vai tomando posse, progressivamente, daquilo que não é divinizado: num combate
espiritual, as vezes doloroso. Cristo
vai tomando posse de mim.
O que temos a dar ao mundo, como
cristão, é a prática apaixonada por
Jesus e por sua vontade(sua obra salvífica, redentora da humanidade).
Deus não é um objeto de
satisfação das nossas necessidades, mas é o amor que mobiliza e dilata o afeto
humano; que dirige o humano para o ilimitado, o transcendente e o faz capaz de
visitar Deus.
A felicidade é
a grande busca(desejo) de toda alma humana.
Segundo Sto Agostinho a verdadeira felicidade está na mais pura e plena
Verdade e esta Verdade Deus, revelado no Filho Jesus. Portanto, a felicidade
está em Cristo e, na comunhão na Trindade, obtida graças à uma vida cristã
fervorosa: “por uma fé sólida, uma alegre esperança e uma ardente caridade”.
Deus é o único Bem que nos pode assegurar Felicidade. Feliz é quem o possui.
Hino de Santo Agostinho: Tarde te amei, ó beleza tão antiga e tão
nova! Tarde demais te amei. Eis que
habitavas dentro de mim e eu te procurava do lado de fora. ...Estavas comigo,
mas eu não estava contigo...Tu me chamastes e teu grito rompeu a minha surdez.
Fulguraste e brilhaste e tua luz afugentou a minha cegueira. Espargiste tua
fragância e, respirando-a, suspirei por ti.
Eu te saboreei, e agora tenho fome e sede de Ti. Tu me tocaste, e agora
estou ardendo no desejo de tua paz.
POLÍTICA DE DEUS: SALVAÇÃO DA
HUMANIDADE
ECONOMIA DE DEUS: IGUALDADE/FRATERNIDADE
A história da
salvação se faz pela transformação da realidade.
Pela ENCARNAÇÃO NA
REALIDADE para transformá-la.
Somos enviados com
Cristo a santificar o mundo; para tirar o pecado do mundo.
O fundamento da nossa ação
evangelizadora encontra se na ação misericordiosa de Deus que interfere na
realidade, em defesa dos pequeninos, para realizar JUSTIÇA:
“Eu vi a aflição
do meu povo. Eu ouvi os seus clamores por causa de seus opressores. Eu conheço
os seus sofrimentos. Vai, Eu te envio. Eu estarei contigo” (Ex 3, 7-10).
“Cegos recobram a vista. Coxos andam.
Leprosos são curados e surdos ouvem. Mortos ressuscitam e a boa nova é
anunciada aos pobres”
(Mt 11,5).
Deus é um
dinamismo de amor salvador/libertador. Quem entra em comunhão com Deus,
necessariamente deve engajar-se no seu dinamismo de amor e solidarizar-se no
processo de salvação da humanidade. Quem
encontra(conhece, experimenta) Deus,
não permanece indiferente ao serviço da Justiça e do Direito do pobre
(misericórdia e santidade de Deus).
A pessoa
afetada pelo dinamismo amoroso de Deus-salvador de Deus se põe a caminho da
serviço do povo de Deus e vai sendo ungida pela luz e vigor do Espírito a
medida que se encarna no deserto cotidiano dos pobres, compreende suas dores e
se solidariza com eles.
A partir do
grito dos pobres, Deus continua a chamá-la e a re-enviá-la ao submundo dos
pobres para libertá-los (salvá-los) de seus sofrimentos. Deus nos convoca para
servi-lo no grito, na dor dos que sofrem, dos que morrem.
Deus nos unge
a medida em que nos doamos ao seu serviço.
A vocação
cristã consiste numa disponibilidade continua da pessoa a Deus e as
necessidades mais urgentes dos pobres de hoje, mediante as quais Deus nos chama
e revela sua vontade, seu plano de amor.
Ser missionário
é continuar, prosseguir a missão de Jesus, junto ao povo. Para isto precisamos
viver em íntima comunhão com Deus junto ao povo.
Seguir a Jesus é um processo
sempre renovado da ação do Espírito.
“Evangelizar
para a Igreja é fazer o que Jesus fez: por
palavras e ações expressar o amor misericordioso para com todos, em especial os
pequeninos, os pobres, os mais necessitados de nossa sociedade injusta e
excludente” (DGAE Nº 68).
Evangelizar
(construir a Boa Nova de Cristo) é responder as necessidades mais urgentes dos
pobres, hoje, com o coração justo e misericordioso de Deus.
Deus
tem em si um dinamismo de amor libertador. Quem é tocado por Deus não pode
permanecer indiferente ao serviço da SOLIDARIEDADE e da JUSTIÇA.
Seguir Jesus
exige: disponibilidade contínua à Deus e às necessidades mais urgentes dos
pobres, mediante as quais Deus expressa sua vontade.
Vivemos numa
sociedade com extrema miséria, morte precoce, extinção da vida. Isso nos exige
com urgência, anunciar Jesus Cristo com
práticas de misericórdia.
A nossa
comunhão com Deus passa pelo nosso compromisso de realização da justiça aos
oprimidos: “Tive fome e me deste de comer...
Eras Tu, Senhor?” (Mt 25)
A
credibilidade da Igreja depende do nosso compromisso com os que sofrem.
“Quando Deus
chama, deve o homem responder-lhe de tal modo que, sem mesmo atender à carne e
ao sangue, se ligue de corpo e alma à obra do Evangelho. Mas não pode dar essa resposta sem o estímulo
e o robustecimento do Espírito Santo. Ao ser enviado, entra na vida e na missão
daquele que se aniquilou a si mesmo, tomando a forma de servo. Por isso deve estar preparado a dedicar se à sua vocação, a
renunciar a si e a tudo que até então considerou seu, e a “fazer-se tudo para todos.” (AG 946).
“Anunciando o
Evangelho entre os povos, com confiança torne conhecido o mistério de Cristo,
em cujo nome exerce sua delegação...
Seguindo as pegadas do Mestre, revele a todos o coração apaixonado e
misericordioso de Jesus ”AG 947).
Nossa missão
brota do grito dos pobres e deve responder aos seus maiores desafios. Isso
exige análise econômica, política e social da realidade para ver causas dos
problemas e executar uma ação eficaz.
“A mais
profunda expressão da caridade consiste no compromisso político com a construção
do Reino pela transformação da realidade”. (Frei Betto)
