sábado, 21 de novembro de 2015

REDE DE SOLIDARIEDADE PELA VIDA

REDE DE SOLIDARIEDADE PELA VIDA
Animação, articulação, integração, formação, mística, missão


1. Por que organizar uma Rede de Solidariedade?

Há grupos e comunidades com diversos desafios a espera de respostas. Há pessoas querendo se comprometer com os desafios da comunidade e não sabem por onde começar. Há lideranças trabalhando sozinhas e sentindo-se incapazes de responder aos desafios que se apresentam.  Há grupos e ações sociais que não atingem satisfatoriamente seus objetivos. Parte das ações sociais e políticas estão desarticuladas gerando uma prática social fragmentada e ineficiente na conquista e garantia de direitos.

O Espírito nos convoca no sofrimento dos pobres e necessitados. Se fecharmos os olhos para os sofrimentos dos irmãos não assumimos o Projeto do Pai que a construção do Reino de Justiça para todos.

Precisamos acompanhar a reflexão que as entidades e fóruns estão fazendo a nível municipal, estadual e nacional.  Precisamos pensar e agir de forma mais ampla situando a nossa ação local dentro do contexto global.  Sem tirar o específico dos grupos e entidades, precisamos buscar parcerias para uma ação solidaria e defensora de direitos, onde a vida humana está sendo mais ameaçada.
 A Rede nos pode ajudar a dinamizar uma Caridade Libertadora, defendendo e promovendo a Vida, construindo uma sociedade justa e fraterna, conforme o sonho de Deus.

2. Objetivo geral: Sensibilizar, articular, integrar, capacitar e fortalecer as organizações e serviços em defesa dos excluídos, construindo uma Rede de Solidariedade pela Vida.

3. Objetivos específicos:
1.    Sensibilizar, animar e fortalecer pessoas, grupos e comunidades para o serviço de defesa da vida e promoção da dignidade humana;
2.    Articular, integrar e fortalecer os projetos eclesiais, públicos e sociais existentes;
3.    Programar linhas de ação junto aos excluídos para responder a necessidades não atendidas.
4.    Promover a capacitação sócio-econômico-político e pedagógica das lideranças visando o empoderamento, o protagonismo e a cidadania dos excluídos;
5.    Desenvolver uma mística bíblico-libertadora.

4. Atividade
1.      Mapear (diagnosticar) as áreas mais carentes da região/cidade com os seus tipos de carência e elaborar o diagnóstico da realidade (Mapa da Exclusão);
2.      Mapear as forças eclesiais, públicas e sociais que atuam a serviço dos excluídos, com suas respectivas atividades e elaborar o Guia da Solidariedade;
3.      Integrar e fortalecer todos os serviços existentes (eclesiais, públicos e sociais) numa atuação em parcerias e em Rede visando fortalecer a eficácia das ações junto aos excluídos;
4.      Implementar ações que respondam a desafios de comunidade e grupos em vulnerabilidade social (desemprego, drogadição, violência infanto juvenil, violência doméstica, abandono de idosos);
5.      Apoiar as comunidades carentes na implementação de pastorais e serviços político-sociais;
6.      Aprofundar as políticas públicas;  
7.      Acompanhar os Conselhos e a Câmara Municipal;
8.      Capacitar lideranças e grupos visando responder, de modo eficaz, as necessidades dos excluídos;
9.      Articular as pastorais e serviços sociais com as políticas públicas visando garantir a eficácia na conquista de direitos;
10.  Desenvolver uma espiritualidade bíblica e libertadora;
11.  Alinhar a caminhada das comunidades com as diretrizes, orientações e iniciativas da CNBB e da Arquidiocese de Pouso Alegre;
12.  Criar um site para divulgar e articular serviços sociais, subsídios e eventos;
13.  Trabalhar em parcerias e em REDE;  
14.  Realizar Fóruns com as comunidades, entidades e serviços para integração, ajuda mútua, canalização de carências e recursos, multiplicação dos trabalhos, Fortalecimento de ações em conjunto; 
15.  Implementar a Campanha da Fraternidade, Semana Social Brasileira, Grito dos Excluídos, as Pastorais e Serviços sociais e a presença pública da Igreja na sociedade;
16.  Ser presença evangélica na sociedade
               · Junto aos pobres - Solidariedade;
            · Junto a Igreja - Acordar;
            · Junto aos poderes públicos - Pressionar.



5.  Metodologia de ação da Rede: 
Ver, comover-se, analisar, articular, agir, rever, celebrar.

6. Mística da Rede: Manter viva e ativa a esperança. Fortalecer as ações e lutas dos excluídos. Ser presença profética na sociedade. Desenvolver uma criatividade surpreendente. Apostar no coletivo. Manter a mobilização. Unir todas as forças e romper com a visão fragmentada da realidade. Co-sentir com o povo. Realizar a caridade libertadora e a missionariedade da justiça.  Assegurar aos excluídos o processo de conquista de direitos, resgate da dignidade e o exercício da cidadania.

7. Dinâmica da Rede: 
Convergir, interagir, irradiar, multiplicar, potencializar.
·  Convergência: de lideranças e serviços
·  Interação: troca de experiências, formação, informação, revisão, fortalecimento dos serviços.
·  Irradiação: multiplicação das experiências, redimensionamento, potencialização, ações conjuntas.

8. Natureza da Rede: A Rede é cristã ecumênica, suprapartidária, sem fins lucrativos e visa à articulação dos movimentos, pastorais e entidades comprometidas com os excluídos de nossa sociedade para atingir o pleno exercício da cidadania e o resgate da dignidade humana.

9. Quem participa da Rede: lideranças, grupos, pastorais, comunidades, entidades civis, Igrejas, associações de bairro, movimentos populares, conselhos municipais, faculdades, sindicatos, partidos, secretarias públicas.

A expressão mais profunda da caridade 
consiste no compromisso político com a construção do Reino 
que passa pela transformação da realidade (Frei Beto).