Jesus, no Evangelho
de João, capítulo 6, afirma que dará a sua Carne para a vida do mundo;
que Ele
é o pão vivo descido do céu; que “quem come a sua carne e bebe o seu sangue tem a vida eterna”.
Jesus quer habitar
em nós.
Isto implica que sejamos
alimento de amor e de esperança para os que sofrem; serviço de misericórdia e
de justiça para a humanidade e o mundo.
Jesus
pergunta então a Pedro que permanece
diante dele: e você? “Não quer partir?” A pergunta de Jesus é firme e exige
posicionamento.
Pedro então faz sua
confissão de fé: “onde iria? Se Tu tens palavras de vida eterna”. Pedro confia,
reconhece Jesus como o Enviado de Deus, o Messias. Responde pelos doze, assume
a responsabilidade também por eles.
A
pergunta feita a Pedro é dirigida a nós hoje. As palavras
duras de Jesus exigem compromisso concreto.
Nós também
precisamos compreender que receber o Cristo não pode se limitar a um ato
ritual. Precisa
ser ato transformador, interior e exterior, concreto.
O cristianismo não
pode se limitar a ritos, penitências e esmolas, mas exige fidelidade à pessoa
de Jesus e à sua causa, em serviços concretos de misericórdia e de justiça, de
modo afetivo e efetivo, até que todos tenham vida plena, em Deus.
Para João, Jesus é o
enviado de Deus; é Aquele que revela o Pai aos homens. Jesus revela que o Pai
nos ama e quer que tenhamos vida plena.
Jesus é o verbo de
Deus feito carne que veio para vida aos homens. As obras que Jesus realiza são
provas de que realmente ele é o enviado de Deus e que Deus lhe deu poder; Que
ele vem de Deus e a Deus retornará.
Jesus é a fonte da
vida plena que vem a nós pelo seguimento radical da sua pessoa e da sua
proposta. Segundo João é preciso aderir a pessoa de Jesus para que os homens tenham
vida plena.
A vida definitiva
começa quando os homens, comprometendo se com Jesus, assumem viver em favor dos
irmãos, segundo a proposta de Jesus.
Crer em Jesus é dar continuidade ao seu
Projeto.