Jesus
chamou Tiago e João e disse: “aqueles que se dizem governadores das nações tem
poder sobre elas. E os seus dirigentes tem autoridades sobre elas. Mas, entre vocês não deve ser assim. Quem
entre vocês quiser ser o grande, deve ser o servidor de vocês. E quem de vocês
quiser ser o primeiro, deverá tornar-se o servo de todos. Porque o filho do
homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida como resgate em
favor de muitos” (Lc
10, 42-45).
Jesus
pratica o poder serviço e denuncia o poder dominação. A fraternidade cristã só pode ser construída
através da política do amor. A ação
política é o meio para construirmos o Reino de Deus fundados na fraterna
igualdade dos irmãos.
Nossa
política deve: 1) atender as necessidades dos pobres: famintos, sem terra, sem
casa, desempregados etc. 2) gerar uma economia que atenda as necessidades de
todos e promova a todos igualmente.
Jesus
lava os pés dos apóstolos e depois diz: “...eu que sou o Mestre e o Senhor,
lavei os pés de vocês, por isso, vocês devem lavar os pés, uns dos outros....
Se vocês fizerem isso, serão felizes" (Jo 13, 12-17).
A
política é a arte de construir o bem comum. É a arte de fazer a felicidade de
um povo.
Os
cristãos tem que entrar na política para promover o bem dos pobres; a justiça
de Deus.
Cada
pessoa, grupo e comunidade tem que fazer avançar a construção da fraternidade
humana e ecológica.
Seguir
a Jesus é lutar para que todos os governos promovam o bem dos pobres.
Por
isso deve se eleger pessoas simples e comprometida com a causa dos pobres.
Cada
eleição é oportunidade que não se deve deixar passar.
Descuidar-se
e eleger pessoas que só irão defender seus interesses e aumentar os seus bens é
não ter amor aos outros; é uma infidelidade a Deus, é uma traição ao evangelho
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Nós,
cristãos, prosseguidores do Projeto de Jesus, continuamos a construção do
Reino. Por isso, temos que ser juiz da
política, da economia, das relações sociais. Temos que apontar o caminho da
história da salvação que é o caminho da justiça para os pobres.
O
cristão tem que ser um apaixonado por política; por justiça, por fazer irmãos,
por continuar a criação de Deus.
A
mulher, geradora e formadora do homem, tem que gerar e educar revolucionários
no amor: na justiça e na caridade eficiente.
Educadora cega só forma cegos. E um bando de cegos interessa para os
grandes. Mais Jesus curou os cegos para
verem a realidade. E Maria, pobre, enxergou.
A
política é a dimensão privilegiada da caridade eficiente.
A
política é uma grande ferramenta que, quando não é
usada para construir a justiça, constrói a injustiça.
Tem
partidos que defendem os interesses dos mais
pobres. Tem partidos que defendem os interesses próprios.
O
voto é uma arma para elegermos pessoas comprometidas com os mais
necessitados. Mas, apenas votar é
pouco. Se a política é o meio mais forte para assegurar a construção da
Justiça, o cristão tem que defender que o projeto da Justiça ganhe no
parlamento e no executivo. O Cristão
tem que assumir a política como meio de
salvação e de boa nova para os fracos.
“A
mais profunda expressão da caridade consiste no compromisso político com a
construção do Reino pela transformação da realidade”. (Frei Betto)
Que não sejamos analfabetos
políticos, nem covardes políticos.